Açude de Boqueirão amanhece com mais de 29% de sua capacidade e pode voltar a sangrar este ano

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Principal reservatório da Paraíba, que abastece Campina Grande, e mais 18 município do Compartimento da Borborema, o açude o açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, amanheceu neste sábado (15), com 29,53% de sua capacidade, conforme dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA). A perpectiva é que o manancial, receba as primeiras recargas do ano, ainda esta semana, devido as chuvas que caem no Estado.

Segundo a AESA, o manancial está com 137.784.175 milhões de metros de água acumulada, o que corresponde a mais de 29% de sua total capacidade de armaenamento que é de 466.525.964 mm.

O açude perdeu ao longo do ano de 2021 cerca de 20% do volume hídrico e chegou ao fim do ano passado com apenas 30% da capacidade total.

Em janeiro de 2021, o manancial tinha 235.595.207 metros cúbicos de água. Em dezembro do mesmo ano, passou para 141.632.416, uma perda de mais de 90 milhões de metros cúbicos de água.

A perspectiva é que Boqueirão, enfim, volte a sangrar este ano. O manancial sangrou pela última vez em 2011 e já registrou, pelo menos, 18 sangrias. O açude atingiu a capacidade máxima nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986, 1989, 1999, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011.

A Paraíba começou o ano de 2022 com três açudes sangrando, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). O açude de Pimenta, em São José de Caiana, no Sertão paraibano, tem capacidade para 255.744 metros cúbicos de água, e possui um volume de 263.347 metros cúbicos, em média 102,97%do total.

Outro reservatório que também apresenta o mesmo cenário é o São José II, em Monteiro, na região do Cariri. O manancial tem capacidade para 1.311.540 metros cúbicos de água e atualmente apresenta um volume de 1.312.309 metros cúbicos,
100,06% do total.

De acordo com a Aesa, os períodos chuvosos da Paraíba ocorrem geralmente no primeiro semestre do ano, dependendo da região. Segundo a previsão da entidade, o tempo para o primeiro trimestre de 2022 vai possibilitar chuvas dentro da normalidade.

Também segundo a Aesa, no Litoral, a média histórica para o primeiro trimestre é 354 milímetros de chuva. No Brejo, 276 mm. O agreste deve ter 198 mm de chuva, o Cariri/Curimataú, 204 mm, o Sertão, 385 mm e o Alto Sertão 480 mm. Os meteorologistas do órgão consideram como faixa de normalidade uma variação de até 25%, para mais ou para menos, nestes valores.

Conforme o prognóstico, em janeiro começa a pré-estação chuvosa no semiárido paraibano, que compõem regiões como Alto Sertão, Sertão e parte do Cariri/Curimataú. Fevereiro e março já fazem parte do início do período mais chuvoso dessas regiões. As demais regiões do Estado (Litoral, Brejo e Agreste), ainda permanecem fora do seu período mais chuvoso, o qual concentra-se entre os meses de abril e julho.

Severino Lopes