Após 14 meses de queda, preço do arroz pode voltar a subir

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Depois de 14 meses de desvalorização, o preço do arroz no país volta a ter tendência de alta. Na semana passada, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) teve variação positiva: 0,44%. Na sexta-feira (13.mai) a saca de 50 kg estava sendo vendida a U$ 13,98. Um dia antes era negociada a US$ 13,74.

A valorização se deve ao fato de que o dólar também está aumentando a diferença frente ao real. Aliás, ao considerar que a moeda norte-americana está mostrando uma subida no gráfico comparativo desde 22 de abril, analistas consideram que o mercado demorou para reagir. A partir de agora, rizicultores vão preferir vender para o exterior para aproveitar o que se paga em dólar, explica o consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira: “Com o dólar testando, de novo, o patamar dos R$ 5, reforça-se o cenário de melhora das exportações do cereal”.

Geralmente, quando ocorre esse movimento, diminui a disponibilidade do grão no país. O que pode aliviar essa pressão por aqui é o fato de que a colheita está em estágio avançado. De acordo com o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), já chega a 97% da área plantada no Rio Grande do Sul, maior estado produtor. Os gaúchos devem produzir 7.650 kg por hectare, 8% a menos que o esperado. A diminuição da produtividade aconteceu por conta da estiagem do ano passado.

Apesar da análise sobre 14 meses de quedas e uma recente alta, o arroz está bem mais caro do que o brasileiro constumava pagar. Antes da disparada da inflação, em 2019, um pacote de 5 kg era vendido, em média, a R$ 11,80. Mas logo surgiram problemas como alorização do dólar e clima desfavorável. Somados a outros como o valor do combustível e dos defensivos agrícolas, o arroz teve preço alterado em mais de 100%, chegando a R$ 24,06 um ano depois.

Foi quando o consumidor começou a diminuir a quantidade do cereal no prato. Tanto no exterior quanto aqui. Os estoques brasileiros começaram a se elevar e o preço a cair. Em dois meses o pacote de 5 kg chegou a R$ 18,43. Ou seja, o produto nem chegou ao patamar de dois anos e meio atrás e o consumidor já pode ver os preços subirem novamente. Será que o consumo vai cair? Você está disposto a diminuir a quantidade daquele que é parceiro inseparável do feijão?

 

SBT News