G7 investirá US$ 600 bi contra “cinturão e rota” da China

Os chefes de Estado do G7 –grupo que reúne parte das maiores economias do mundo– anunciou pacote que pretende levantar US$ 600 bilhões em fundos públicos e privados nos próximos 5 anos para financiar projetos de infraestrutura em países de renda baixa e média. A ideia é se contrapor à “iniciativa cinturão e rota”, da China.

O G7 é composto por Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Novas potências globais como China e Índia não participam do grupo.

A informação foi divulgada neste domingo (26.jun.2022) pela Casa Branca depois de encontro dos chefes de Estado, realizado em Schlöss Elmau, no sul da Alemanha. O nome da iniciativa é “Parceria para Infraestrutura e Investimento Global”, em tradução livre.

Os Estados Unidos, principal economia do planeta, devem liderar a iniciativa. Segundo o presidente norte-americano Joe Biden, eles arrecadarão US$ 200 bilhões em doações, fundos federais e investimentos privados. A ideia é focar em projetos de países de renda baixa e média que ajudem a combater mudanças climáticas, melhorar a saúde global, melhorar a igualdade de gênero e o acesso às mídias digitais.

CINTURÃO E ROTA

O Cinturão e Rota, da China, foi lançado em 2013 e envolve iniciativas de desenvolvimento e investimentos em mais de 100 países. Inclui ferrovias, portos e rodovias. A referência, no nome, é à Rota da Seda, antiga rota comercial que ligava o gigante asiático à Europa. Foi eternizado nos livros de Marco Polo.

 

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