Ao menos 11 mulheres afirmam ter sido vítimas de médico preso no RJ

Ao menos 11 mulheres afirmam ter sido vítimas do médico, que está preso temporariamente no Rio de Janeiro, acusado de manter uma paciente em cárcere privado.

Uma das mulheres, que não quer se identificar, afirma que pagou quase R$ 20 mil reais ao cirurgião Bolívar Guerrero para colocar silicone nos seios, e que depois precisou de outro especialista para corrigir o procedimento.

“Já saí com o peito um maior que o outro. Ninguém queria me atender. Falou que não botariam a mão em mim porque eu estava correndo risco de vida”, conta a vítima.

Parentes de outra paciente, Rafaela Dias Ferreira, de 24 anos, foram à delegacia porque acreditam que ela morreu, no ano passado, em decorrência de duas cirurgias realizadas pelo médico.

Rafaela estava internada em um hospital de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o mesmo onde Daiana Chaves está desde março. Ela acusa o médico equatoriano de mantê-la em cárcere privado para esconder os erros de plásticas realizadas nas mamas e abdômen. Ela teria sido submetida a, pelo menos, três cirurgias para corrigir os procedimentos.

Um novo episódio envolvendo a paciente veio à tona nesta 4ª feira (20.jul). Daiana conta que, enquanto se recuperava de uma das cirurgias, mesmo com curativos e com os pontos ainda abertos, foi levada a uma churrascaria por uma técnica de enfermagem que trabalhava com o médico. o almoço foi registrado em fotos.

“Falou que eu tinha que me reanimar, me deu quatro benzetacil e pediu pra me levar pra andar. Quando fui ver, eu estava na churrascaria”, conta Daiana.

A paciente ainda aguarda transferência para outro hospital – mesmo com duas liminares da Justiça que obrigam a mudança dela para um hospital privado, com os custos pagos pelo médico e pela unidade, que, segundo o advogado da paciente, alega que só conseguiu vaga em um hospital publico.

 

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